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Vototeca

Metodologia

Todo número do site traz a origem: dado oficial, como o TSE ou o IBGE publicou, ou cálculo da Vototeca, feito a partir do dado oficial com a fórmula descrita aqui.

Dado oficial e cálculo da Vototeca

Origem de cada tipo de número
NúmeroOrigem
Votos de uma candidatura por zona eleitoralDado oficial (TSE, votação nominal por município e zona)
Eleitorado, comparecimento, abstenção, válidos, brancos e nulos por zonaDado oficial (TSE, detalhe da apuração por município e zona)
Os mesmos números por município, estado e BrasilSoma das zonas feita pela Vototeca, conferida pela auditoria (abaixo)
Situação: eleito, eleito por QP, por média, 2º turno, suplente, não eleitoDado oficial. A Vototeca nunca declara eleito por conta própria
Percentual, posição, mais votado, margemCálculo da Vototeca
Percentuais de comparecimento, abstenção, brancos, nulos e do perfil do eleitoradoCálculo da Vototeca
PIB e populaçãoDado oficial do IBGE, sempre com o ano de referência
PIB per capitaCálculo da Vototeca

O horário mostrado na linha de fonte é o da totalização registrada no arquivo do TSE, nunca o horário em que a página foi gerada.

Percentual de votos

Regra geral: votos da candidatura ÷ (votos válidos + votos anulados + votos anulados sub judice) × 100. É o mesmo denominador do percentual oficial do TSE: a conta reproduziu o percentual oficial que o TSE publica na divulgação de resultados em todas as 54 candidaturas conferidas.

Arredondamento: o percentual é calculado com 9 casas em aritmética exata e mostrado com 2, arredondado meio para longe do zero, uma vez só. É a regra do TSE: o valor de 2 casas que ele exibe é o de 9 casas arredondado ao mais próximo em 249 de 249 pares oficiais. Por isso a soma dos percentuais pode dar 99,99% ou 100,01%.

Quando a fonte não traz a base dos válidos: em 1994 e 1996 o TSE publica os votos válidos como 0; nos cargos proporcionais de 2000 a 2014 publica os válidos sem os votos de legenda. Nessas eleições o percentual mostrado é votos ÷ votos nominais do lugar × 100, sempre com a indicação “% dos nominais” e uma nota. Não é o percentual oficial.

Posição, mais votado e margem

Dentro de cada eleição, cargo e lugar, as candidaturas que disputam (voto com destinação “válido”, ou ano sem essa coluna) são ordenadas por votos. Empate divide a posição (1, 2, 2, 4). Voto anulado ou anulado sub judice não disputa posição. Margem = votos do 1º − votos do 2º. Em cargo proporcional (vereador, deputado), a posição é só a ordem de votação: a vaga depende do quociente eleitoral do partido ou federação, e quem foi eleito vem da situação oficial.

Somas por município, estado e Brasil

O TSE publica o resultado histórico por município e zona. O total do município é a soma das zonas; o do estado, a soma dos municípios (nas eleições gerais); o do Brasil, a soma dos estados e do exterior (presidente). Onde a soma é nossa, a linha de fonte diz “somado das zonas pela Vototeca”. Na eleição municipal não existe total nacional publicado: o panorama nacional é soma da Vototeca.

Uma auditoria refaz cada soma, percentual e posição por outro caminho e compara com o que o site mostra: na conferência de 06/10/2026 foram 0 diferenças em 37,1 milhões de percentuais, 14,5 milhões de somas de candidaturas e 730 mil listas de posição.

Comparecimento, abstenção, brancos e nulos

Comparecimento % = comparecimento ÷ eleitorado apto × 100. Abstenção % = abstenção ÷ eleitorado apto × 100. Válidos, brancos, nulos e anulados % = a quantidade ÷ total de votos × 100; na eleição para senador com duas vagas cada eleitor vota duas vezes, por isso a base é o total de votos e não o comparecimento. Quando a fonte publica o comparecimento como 0 num lugar com eleitorado (parte dos municípios em 1996), a página diz “não publicado” e o lugar fica fora das somas de comparecimento e abstenção. Quando o total de votos vem como 0 (1994 e 1996), as quantidades aparecem sem percentual. Nos cargos proporcionais de 2000 a 2014, em que a fonte publica os válidos sem a legenda, a página mostra válidos = votos nominais + votos de legenda (Lei 9.504/1997, art. 5º) quando nominais, legenda, brancos, nulos e anulados somam o total de votos publicado; se não somam, mostra nominais e legenda separados.

Perfil do eleitorado

Quantidades do arquivo de perfil do eleitorado do TSE (por município, no ano). Percentual = eleitores da categoria ÷ eleitorado total do perfil × 100. O perfil conta o eleitor no município de inscrição; o eleitorado apto da eleição geral pode diferir porque inclui quem vota em trânsito. A faixa etária só é publicada desde 2008, e de 1994 a 1998 a escolaridade vem toda como “não informado”: nesses casos a página diz “não publicado”, em vez de mostrar 0%. Quando só uma parte do eleitorado está como “não informado”, ela fica na base do percentual e a página marca o número com asterisco.

PIB e PIB per capita

PIB dos Municípios do IBGE (em R$ mil, a preços correntes) e população (estimativas anuais e Censos 2010 e 2022). PIB per capita = PIB do ano ÷ população do mesmo ano, no ano mais recente que tem os dois números (o Censo, quando houver; senão, a estimativa). Valores correntes não se comparam entre anos sem correção pela inflação.

Mapas

Malha municipal do IBGE, simplificada uma vez e desenhada no servidor em projeção de área igual: a de 2025 desde 2012; antes, a malha do IBGE da época (2000, 2001, 2005, 2007 ou 2010) cujo conjunto de municípios é igual ao dos municípios com resultado. Sem malha igual, a página mostra só a tabela, com nota. Cinco faixas fixas de percentual, iguais em todo o site para permitir comparar estados e anos: menos de 20%, 20% a menos de 35%, 35% a menos de 50%, 50% a menos de 65% e 65% ou mais. Área sem dado fica hachurada. Todo mapa vem com a tabela equivalente. Não há mapa de zona eleitoral: não existe polígono oficial de zona.

Quociente eleitoral e quociente partidário

Quociente eleitoral (QE) = votos válidos ÷ vagas, desprezada a fração igual ou inferior a meio e arredondada para cima a superior (Código Eleitoral, art. 106). Válidos = votos nominais + votos de legenda do detalhe da apuração (Lei 9.504/1997, art. 5º). Vagas = candidaturas com situação oficial de eleito no lugar, porque os arquivos não trazem o tamanho da câmara. Quociente partidário (QP) = votos da legenda ÷ QE, desprezada a fração (art. 107); a coligação (até 2018) e a federação (desde 2022) contam como um só partido (Lei 9.504/1997, art. 6º, § 1º; Lei 9.096/1995, art. 11-A). Desde a Lei 13.165/2015 só ocupa vaga quem teve pelo menos 10% do QE (art. 108).

Tudo isso é cálculo da Vototeca. A distribuição das sobras (art. 109) não é refeita: quem foi eleito, e se foi por QP ou por média, vem da situação oficial do TSE. Anos antes de 1998 não têm quociente calculado: os brancos contavam como válidos até a Lei 9.504/1997 e a fonte de 1994 não traz a legenda. O QP só aparece onde a soma do arquivo de votos por partido fecha com o detalhe; nos arquivos de deputados de 2022 e de vereador de 2024 publicados de novo pelo TSE em 06/10/2026 isso não acontece (valores em dobro), e a página avisa.

Cadeiras, maioria e comparação com a eleição anterior

Cadeiras de uma Câmara Municipal, de uma Assembleia, da bancada de um estado ou da Câmara dos Deputados inteira: candidaturas com situação oficial de eleito no 1º turno, contadas por partido (dado oficial, contado pela Vototeca). “Por QP” e “por média” vêm da própria situação do TSE; a fonte só separa o eleito por quociente partidário desde 2012, e antes disso a página não inventa a divisão. Maioria é cálculo da Vototeca: metade das vagas, desprezada a fração, mais uma. Não diz nada sobre governabilidade nem sobre o quórum de cada votação.

Variação em pontos percentuais (cálculo da Vototeca): o percentual do partido nesta eleição menos o percentual dele na eleição ordinária de quatro anos antes, no mesmo cargo, turno e lugar, cada um arredondado como a página mostra. Sem comparação quando o lugar não teve aquela eleição, quando as bases dos dois percentuais são diferentes na fonte ou quando o partido não disputou antes. Mesmo partido ou outro compara o partido do eleito (situação oficial) nos dois anos, para prefeito, governador e presidente. Troca de nome, fusão e incorporação não são juntadas sem a lista oficial do TSE: quando a sigla anterior não disputou a eleição atual, a página diz que não compara.

Partidos

Cada sigla é o partido como o TSE a gravou na votação de cada eleição: quando o cadastro de candidaturas já traz o nome adotado depois (PATRIOTA em 2014, por exemplo), vale a sigla do arquivo de votação, que é a da época. Mudança de nome, fusão e incorporação criam outra sigla, com página própria; o Vototeca não junta siglas por conta própria, e mostra apenas, como dado, as siglas que usaram o mesmo número de urna (número igual não quer dizer o mesmo partido). Candidaturas contadas no 1º turno; eleitos pela situação oficial em qualquer turno. Votos do partido = soma dos votos nominais das suas candidaturas que disputam; percentual = esses votos ÷ todos os votos nominais do cargo no lugar. Votos de legenda vêm do arquivo de votação por partido, só onde ele fecha com o total oficial.

Rankings

Mulheres candidatas e eleitas

Gênero = o gênero publicado pelo TSE em cada candidatura (masculino ou feminino); candidatura sem gênero publicado fica fora da conta e o número de casos aparece na tabela. Candidatas ÷ candidaturas no 1º turno × 100; eleitas ÷ eleitos (situação oficial, qualquer turno) × 100. Cor ou raça não é usada.

Reeleição

Taxa de reeleição de prefeitos = reeleitos ÷ prefeitos eleitos no ciclo anterior que concorreram de novo no mesmo município × 100. Vereadores reeleitos = eleitos que já tinham sido eleitos no mesmo município no ciclo anterior ÷ eleitos × 100. A mesma pessoa só é reconhecida pelo CPF ou título publicados (ver abaixo); sem eles a ligação não existe e o número é um mínimo.

Número efetivo de partidos

Laakso e Taagepera (1979): 1 ÷ Σ pᵢ², em aritmética exata. Câmara dos Deputados: pᵢ = cadeiras do partido ÷ eleitos. Câmaras municipais: pᵢ = votos do partido (nominais + legenda) ÷ total, no 1º turno; mediana e quartis (mediana de cada metade) entre os municípios em que a soma por partido fecha com o detalhe.

Comparecimento, idade do eleitorado e PIB per capita

Correlação de postos de Spearman (Pearson sobre os postos, empates com a média dos postos) entre os municípios, a cada eleição: comparecimento no 1º turno (prefeito ou presidente) × PIB per capita do ano mais recente até a eleição com PIB e população, e × parcela do eleitorado com 60 anos ou mais no perfil do mesmo ano. Quintis: cinco grupos de tamanho igual, com a mediana do comparecimento. Correlação não indica causa, e dado agregado por município não diz nada sobre cada eleitor.

Divergências da própria fonte

Quando duas informações oficiais não fecham entre si, o Vototeca mostra o dado como veio e avisa na página. Dado oficial não é corrigido. Divergências já investigadas:

Divergências conhecidas nos arquivos do TSE
EleiçãoOndeO que acontece
1994 e 1996BrasilOs votos válidos e o total de votos vêm publicados como 0. A página mostra os votos nominais e calcula o percentual sobre eles; brancos e nulos aparecem sem percentual.
1996BrasilEm parte dos municípios, o comparecimento também vem como 0: a página diz “não publicado”.
1996BrasilO arquivo de votos por partido tem menos votos nominais que o total oficial.
2000BrasilHá linhas de votação sem a identificação da candidatura, ou com cargo diferente do cadastro de candidatos.
2000 a 2014BrasilNos cargos de vereador e deputado, os votos válidos vêm sem os votos de legenda.
2004BrasilHá linhas de votação com cargo diferente do cadastro de candidatos; a legenda de vereador do arquivo de votos por partido difere do total oficial.
2006BrasilA legenda de deputado do arquivo de votos por partido difere do total oficial em todos os estados.
2012CEAcaraú, vereador: sem votação por candidatura.
2014BrasilO partido de número 51 aparece como PEN (Partido Ecológico Nacional) no arquivo de votação e já como PATRIOTA no cadastro de candidaturas, atualizado depois: o nome Patriota só passou a valer em 2018. O Vototeca mostra a sigla da época, PEN.
2016BrasilAlguns municípios sem votação por candidatura; a legenda de vereador do arquivo de votos por partido difere do total oficial.
2016 e 2018BrasilO mesmo acontece com o número 51: o cadastro de candidaturas diz PATRIOTA, e o arquivo de votação diz PEN em 2016 e PATRI em 2018. Numa eleição suplementar de junho de 2018, publicada com as de 2016, MDB e DC aparecem no cadastro onde a votação diz PMDB e PSDC. Vale sempre a sigla do arquivo de votação.
2018MADeputado estadual: as candidaturas somam 6.266 votos a mais que o total oficial.
2020BAItiruçu, vereador: sem votação por candidatura.
2022BrasilO arquivo de votos por partido publicado de novo em 06/10/2026 traz deputados com votos nominais e de legenda em dobro.
2024BrasilO arquivo de votação de 04/10/2026 não traz o 1º turno de 30 municípios; o de votos por partido publicado de novo em 06/10/2026 traz vereador em dobro ou sem votos nominais em 61 municípios.

Fonte: conferência da Vototeca entre os arquivos do TSE.

Ligação das candidaturas de uma pessoa

Duas candidaturas são da mesma pessoa só quando o CPF ou o título de eleitor publicados pelo TSE coincidem. Os documentos nunca são guardados: o sistema grava apenas um código cifrado com chave secreta (HMAC). Sem documento, a candidatura ganha uma página só dela; pessoas não são juntadas pelo nome, porque homônimos existem e uma fusão errada atribuiria votos a quem não os teve.

O que aparece nos buscadores

Todas as páginas estão abertas a quem visita. Nos buscadores entram as páginas de eleição, estado, município, partido, quociente, rankings e análises, e as de pessoas que tiveram situação oficial de eleito, ficaram entre as 3 mais votadas num cargo majoritário ou tiveram, num cargo proporcional, votos em número igual ou superior a 10% do quociente eleitoral da sua unidade (a votação mínima do art. 108 do Código Eleitoral). As demais páginas de pessoa ficam acessíveis, mas marcadas para não indexar.